Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Pela luz dos olhos teus
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!
Vinicius de Moraes
MC
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O que tem de ser, será!
When people are meant to be together, no matter what the relationship, the universe will always find a way to bring them together no matter how far apart.
Acredito nesta citação! Porque acredito que o caminho que percorremos e, ao qual chamamos vida, já está, nas suas linhas mestras, previamente traçado.
E, o que tem de ser, será!
Temos liberdade para procurar atalhos, criar curvas mais ou menos perigosas, mudar um ou outro roteiro, ignorar um ou outro sinal, mas as tais linhas mestras do caminho lá estão, perfeitas, desenhadas sem hesitação. E, devagar, depressa, aos tropeços ou deslizando, vamos sempre ter ao caminho principal! Rôtos, magoados, geralmente exaustos, voltamos sempre ao caminho que nos foi dado percorrer!
Assim, acredito que nada acontece por acaso e todos os nossos acasos, esfuziantes de alegria uns, pesados de tristeza outros, todos têm sentido!
Atravessa o nosso trilho, quem está destinado a nele deixar a sua marca! De fogo e de luz ou, de gelo e de sombra! E tudo, o fogo e o gelo, a alegria e a dor são parte da uma aprendizagem que não termina nunca...
Acredito que, às vezes, há atrasos, desencontros e perdas, mas o caminho nem sempre é luminoso, aconchegado e florido! Há pedaços sombrios, desertos e espinhosos.
Dias de glória, com sabor a champanhe, dias de amargura temperados de lágrimas!
Noites de amor, a cheirar a rosas ou a chocolate quente, mas também as tais noites escuras, quando os lobos velam silenciosos e a lua uiva, uiva...
E, acredito que se chega ao beco sem saída, às vezes abruptamente, quando o Plano, o Plano que nos foi dado seguir, tenha chegado ao fim! Nunca nada termina cedo demais, mas no momento certo, quando tivermos cumprido, melhor ou pior, a missão que nos foi confiada, na busca incessante, solitária, silenciosa da Verdade, da nossa Verdade!
"In the attitude of silence the soul finds the path in a clearer light and what is elusive and deceptive resolves itself into crystal clearness.
Our life is a long and arduous quest after Truth"
Mahatma Gandhi
Tudo isto são banalidades, mas a vida é banal, repetitiva, sem a importância que teimamos dar-lhe...!
MC
Acredito nesta citação! Porque acredito que o caminho que percorremos e, ao qual chamamos vida, já está, nas suas linhas mestras, previamente traçado.
E, o que tem de ser, será!
Temos liberdade para procurar atalhos, criar curvas mais ou menos perigosas, mudar um ou outro roteiro, ignorar um ou outro sinal, mas as tais linhas mestras do caminho lá estão, perfeitas, desenhadas sem hesitação. E, devagar, depressa, aos tropeços ou deslizando, vamos sempre ter ao caminho principal! Rôtos, magoados, geralmente exaustos, voltamos sempre ao caminho que nos foi dado percorrer!
Assim, acredito que nada acontece por acaso e todos os nossos acasos, esfuziantes de alegria uns, pesados de tristeza outros, todos têm sentido!
Atravessa o nosso trilho, quem está destinado a nele deixar a sua marca! De fogo e de luz ou, de gelo e de sombra! E tudo, o fogo e o gelo, a alegria e a dor são parte da uma aprendizagem que não termina nunca...
Acredito que, às vezes, há atrasos, desencontros e perdas, mas o caminho nem sempre é luminoso, aconchegado e florido! Há pedaços sombrios, desertos e espinhosos.
Dias de glória, com sabor a champanhe, dias de amargura temperados de lágrimas!
Noites de amor, a cheirar a rosas ou a chocolate quente, mas também as tais noites escuras, quando os lobos velam silenciosos e a lua uiva, uiva...
E, acredito que se chega ao beco sem saída, às vezes abruptamente, quando o Plano, o Plano que nos foi dado seguir, tenha chegado ao fim! Nunca nada termina cedo demais, mas no momento certo, quando tivermos cumprido, melhor ou pior, a missão que nos foi confiada, na busca incessante, solitária, silenciosa da Verdade, da nossa Verdade!
"In the attitude of silence the soul finds the path in a clearer light and what is elusive and deceptive resolves itself into crystal clearness.
Our life is a long and arduous quest after Truth"
Mahatma Gandhi
Tudo isto são banalidades, mas a vida é banal, repetitiva, sem a importância que teimamos dar-lhe...!
MC
sábado, 16 de outubro de 2010
O importante é... a rosa!
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verás, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verás, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles
One need not be a chamber to be haunted
One need not be a chamber
to be haunted;
One need not be a house;
The brain has corridors
Surpassing Material place
Emily Dickinson
Não é preciso ser um quarto, para ser
assombrado.
Não é preciso ser uma casa;
A mente tem corredores que superam
Qualquer lugar concreto
Emily Dickinson
Não, não é preciso ser casa para ser assombrado!
Nós somos assombrados! Naquelas noites, de estranha quietude, quando os lobos dormem silenciosos e somente a lua uiva, assombra-nos o nosso passado! Assombram-nos as nossas angústias, os nossos sonhos desfeitos, todos os projectos abandonados, os nossos desapontamentos! E, sobretudo, assombram-nos os nossos medos, aqueles medos ancestrais, medonhos, que já nascem connosco e que os temporais, malévolos, da vida,de repente, despertam! E que nos fazem tremer de frio e de solidão e nos magoam, magoam!
E, é então que o passado, que não se pode anular ou esquecer, se pode transformar numa cruel assombração!
A minha mente não é um quarto assombrado!
Nos corredores do meu cérebro, não silenciam lobos, nem uiva a lua!
O meu passado acompanha-me como uma parte de mim, criado e esculpido, dia a dia, hora a hora, por minhas mãos! Hábeis, seguras, prudentes, mas também, desajeitadas, impulsivas, apaixonadas!
Ou, talvez não!
Talvez eu não tenha criado nada, não tenha esculpido nada e me tenha limitado a seguir um Plano superior qualquer...
Mas, não lamento nada! Talvez nem mudasse nada! Afinal, o meu passado é uma manta tecida com fiapos de alma, uma tela preciosa, bordada com fios de vida! Vida que, como uma dança, vou dançando de acordo com a música que o destino, (será destino?), vai compondo e tocando para mim! Pautas e pautas de canções, de baladas, de sinfonias e de alguns réquiens que acomodo num relicário sagrado, só meu: a minha memória!
And if I don't regret my past I just regret the time I've wasted with the wrong people!
But in life, we must keep moving on. Looking back, what we see it`s just a chapter written in the past tense.
We can`t close the book. We mustn`t close the book! Just turn the pages! And live! And hope...
MC
to be haunted;
One need not be a house;
The brain has corridors
Surpassing Material place
Emily Dickinson
Não é preciso ser um quarto, para ser
assombrado.
Não é preciso ser uma casa;
A mente tem corredores que superam
Qualquer lugar concreto
Emily Dickinson
Não, não é preciso ser casa para ser assombrado!
Nós somos assombrados! Naquelas noites, de estranha quietude, quando os lobos dormem silenciosos e somente a lua uiva, assombra-nos o nosso passado! Assombram-nos as nossas angústias, os nossos sonhos desfeitos, todos os projectos abandonados, os nossos desapontamentos! E, sobretudo, assombram-nos os nossos medos, aqueles medos ancestrais, medonhos, que já nascem connosco e que os temporais, malévolos, da vida,de repente, despertam! E que nos fazem tremer de frio e de solidão e nos magoam, magoam!
E, é então que o passado, que não se pode anular ou esquecer, se pode transformar numa cruel assombração!
A minha mente não é um quarto assombrado!
Nos corredores do meu cérebro, não silenciam lobos, nem uiva a lua!
O meu passado acompanha-me como uma parte de mim, criado e esculpido, dia a dia, hora a hora, por minhas mãos! Hábeis, seguras, prudentes, mas também, desajeitadas, impulsivas, apaixonadas!
Ou, talvez não!
Talvez eu não tenha criado nada, não tenha esculpido nada e me tenha limitado a seguir um Plano superior qualquer...
Mas, não lamento nada! Talvez nem mudasse nada! Afinal, o meu passado é uma manta tecida com fiapos de alma, uma tela preciosa, bordada com fios de vida! Vida que, como uma dança, vou dançando de acordo com a música que o destino, (será destino?), vai compondo e tocando para mim! Pautas e pautas de canções, de baladas, de sinfonias e de alguns réquiens que acomodo num relicário sagrado, só meu: a minha memória!
And if I don't regret my past I just regret the time I've wasted with the wrong people!
But in life, we must keep moving on. Looking back, what we see it`s just a chapter written in the past tense.
We can`t close the book. We mustn`t close the book! Just turn the pages! And live! And hope...
MC
So true...
"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best." - Marilyn Monroe
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
RIDÍCULA! "MEMO"!
Foi com incredulidade e espanto que assisti, hoje, ao vídeo da Ministra da Educação, na sua mensagem, absolutamente patética e risível, aos alunos, no início deste ano lectivo!!!
A euforia anormal, a alegria forçada, os erros e a postura, sem classe, da senhora pareciam indicar que não estava bem, "memo" nada bem!!!
Não me lembro de ter assistido a um "discurso"(?) tão sem nexo, tão despropositado e tão cheio de erros, como este, para assinalar uma data que gostaríamos fosse marcante, para milhares de crianças e de jovens!! Mas que acarretou, para muitos, grandes e duras mudanças e pesados sacrifícios, em nome da redução de despesas!!!
A única palavra que me ocorreu, perante uma ministra que parecia tonta, a bater a pestana, numa excitação sem sentido e visivelmente descontrolada, foi, com muita misericórdia, (porque quero ir para o céu!!!), a palavra "RIDÍCULA! "MEMO"!!!
Um "MEMO" que, para culminar a desgraça, a ministra não se cansou de repetir...
MC
A euforia anormal, a alegria forçada, os erros e a postura, sem classe, da senhora pareciam indicar que não estava bem, "memo" nada bem!!!
Não me lembro de ter assistido a um "discurso"(?) tão sem nexo, tão despropositado e tão cheio de erros, como este, para assinalar uma data que gostaríamos fosse marcante, para milhares de crianças e de jovens!! Mas que acarretou, para muitos, grandes e duras mudanças e pesados sacrifícios, em nome da redução de despesas!!!
A única palavra que me ocorreu, perante uma ministra que parecia tonta, a bater a pestana, numa excitação sem sentido e visivelmente descontrolada, foi, com muita misericórdia, (porque quero ir para o céu!!!), a palavra "RIDÍCULA! "MEMO"!!!
Um "MEMO" que, para culminar a desgraça, a ministra não se cansou de repetir...
MC
Ao contrário da Escola de sucesso
No início deste ano lectivo, muitas escolas já não abrem. E se, em algum casos, esta medida será compreensível, em muitos outros não é!
A Escola de sucesso preconizada e em vigência nos países nórdicos tão citados, pelos nossos governantes, como exemplo a seguir, é a escola de pequena dimensão, de proximidade e onde o ensino ministrado é sério, rigoroso, exigente, mas, naturalmente, diferenciado.
Em Portugal, ao contrário dessa Escola de sucesso, implementa-se o mega-agrupamento, a mega-escola, fria, distante e disciplinarmente permissiva, onde o ensino é, forçosamente, de massas e indiferenciado!
Esta é a escola que obriga os alunos, muitos deles crianças a iniciar o seu percurso escolar, a deslocarem-se, de camioneta, em percursos mais ou menos longos, saindo de casa de madrugada, ainda escuro, atordoados de sono e regressando já escuro, exaustos, cheios de frio, enjoados e vomitados.
A Educação é, cada vez mais, uma floresta de incertezas, revelando uma confrangedora incapacidade para preparar os alunos, de modo a que, mais tarde, possam servir o país, com inteligência, saber e responsabilidade.
Sabemos que quem decide e lesgisla pretende, acima de tudo, cortar nas despesas, talvez porque não creia no poder do estudo, do trabalho sério, do rigor e do pensamento! Esta escola exige tempo, a formação certa, dos agentes de ensino e custa dinheiro!
Quem decide e legisla parece crer, isso sim, na ignorância encapotada sob duvidosos diplomas, tirados à pressa, na habilidade manhosa, no facilitismo néscio que proporcione umas belas estastísticas para apresentar na UE, em termos de sucesso escolar, comprometendo, sem um tremor de conciência, uma cabal e tão necessária formação intelectual e cívica dos jovens, empenhando, assim, despudoradamente, o futuro da Nação!
MC
A Escola de sucesso preconizada e em vigência nos países nórdicos tão citados, pelos nossos governantes, como exemplo a seguir, é a escola de pequena dimensão, de proximidade e onde o ensino ministrado é sério, rigoroso, exigente, mas, naturalmente, diferenciado.
Em Portugal, ao contrário dessa Escola de sucesso, implementa-se o mega-agrupamento, a mega-escola, fria, distante e disciplinarmente permissiva, onde o ensino é, forçosamente, de massas e indiferenciado!
Esta é a escola que obriga os alunos, muitos deles crianças a iniciar o seu percurso escolar, a deslocarem-se, de camioneta, em percursos mais ou menos longos, saindo de casa de madrugada, ainda escuro, atordoados de sono e regressando já escuro, exaustos, cheios de frio, enjoados e vomitados.
A Educação é, cada vez mais, uma floresta de incertezas, revelando uma confrangedora incapacidade para preparar os alunos, de modo a que, mais tarde, possam servir o país, com inteligência, saber e responsabilidade.
Sabemos que quem decide e lesgisla pretende, acima de tudo, cortar nas despesas, talvez porque não creia no poder do estudo, do trabalho sério, do rigor e do pensamento! Esta escola exige tempo, a formação certa, dos agentes de ensino e custa dinheiro!
Quem decide e legisla parece crer, isso sim, na ignorância encapotada sob duvidosos diplomas, tirados à pressa, na habilidade manhosa, no facilitismo néscio que proporcione umas belas estastísticas para apresentar na UE, em termos de sucesso escolar, comprometendo, sem um tremor de conciência, uma cabal e tão necessária formação intelectual e cívica dos jovens, empenhando, assim, despudoradamente, o futuro da Nação!
MC
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